Por maiores que sejam as iniciativas públicas e privadas de implementação de softwares livres, ainda é pequeno o número de computadores no mundo que abraçam essa causa. O Linux, maior sistema operacional de código aberto e maior concorrente do Windows, roda em apenas 3% das máquinas em todo o planeta, em números otimistas.
As razões para isso são várias: dificuldade de instalar programas, interface nem sempre amigável, assistência técnica rara e demorada e a falta de compatibilidade com alguns aplicativos feitos para Windows.
Os esforços dos defensores do software livre têm tentado diminuir essas diferenças, como acontece com o OpenOffice. Similar em quase tudo ao Office, o pacote de aplicativos da Microsoft, o OpenOfficepermite aos usuários passar de uma plataforma Linux para Windows sem perdas nos documentos. Esta praticidade fez com que o Google firmasse recentemente (outubro de 2005) uma parceria com a Sun, criadora do OpenOffice.
O Google anunciou no final de outubro que irá contratar vários programadores para trabalharem no OpenOffice. Chris DiBona, gerente de programas de código aberto do Google, defende a maior concorrência entre desenvolvedores de software e explica que o Google sempre utilizou muito software livre, razão do alto investimento da empresa no ramo.
O resultado obtido pela Sun não é tão comum entre os programas de código aberto, o que ajuda a manter a Microsoft como líder mundial disparada na criação de softwares de uso doméstico e empresarial. A companhia do bilionário Bill Gates deve lançar seu novo sistema operacional, o Windows Vista, no segundo semestre de 2006. O novo Windows promete trazer uma interface que lembre transparências e ser mais seguro contra pirataria e ataques de vírus e programas invasores.
